Informação sustentável para uma vida mais consciente

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Inquérito para quatro estações​
Fair News
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Fair News

Os fundadores da marca de granola Eattitude respondem ao nosso inquérito: “A nossa cozinha está no centro da casa, passamos lá muito tempo e fazemos dela um sítio de partilha, boa-disposição, conversa, música…”

 

Qual o vosso hábito sustentável de que mais se orgulham?
Orgulhamo-nos muito da alimentação que temos em casa! É uma fonte de saúde para a nossa família e uma forma natural e divertida de transmitirmos aos nossos filhos valores de sustentabilidade. Por outro lado, apoiamos os produtores locais e zelamos pelo nosso planeta. A alimentação não se resume às refeições. Visitamos produtores locais para trazermos para casa as melhores hortaliças, leguminosas, frutas (tudo fresco e biológico) e há toda a vivência que temos em torno da preparação. A nossa cozinha está no centro da casa, passamos lá muito tempo e fazemos dela um sítio de partilha, boa-disposição, conversa, música… entre nós e os miúdos, que já se envolvem nas receitas e nos cozinhados. Escolher não consumir processados e ter uma base vegetal muito forte na alimentação diária dá muitíssimo trabalho. Cá em casa somos 7 e, em vez de sermos super-heróis, ultra rápidos, organizados e polivalentes, somos pessoas normais que investem tempo – e, às vezes, algum sacrifício – na alimentação dos filhos. Tentamos agilizar o dia-a-dia envolvendo as crianças nestes momentos para que seja tudo mais divertido. É por isso que nos orgulhamos: vemos o resultado e vale a pena!

Qual a mudança ecológica que querem fazer mas ainda não conseguiram?
Queremos começar a lavar a roupa com nozes de saponária, vamos fazer a experiência este fim-de-semana.

Qual o vosso objeto “verde” preferido?
Sem dúvida, o escovilhão das palhinhas!

Quem vos inspira?
Os Açores, o mar, Júlio Verne, Beethoven, os nossos filhos, a Serra de Sintra, as estrelas… É melhor não nos alongarmos porque a lista não terá fim. Somos daqueles que se apaixonam todos os dias.

Que livro e que filme vos foram inspiradores?
Catarina: O livro que mais me inspirou até hoje foi Por Amor da Índia, de Catherine Clément. O filme talvez Ethernal Sunshine of the Spotless Mind / O Despertar da Mente.
Tomás: A maior inspiração foram os livros da trilogia Senhor dos Anéis. O filme, Os Goonies.

Em que lugar se sentem felizes?
Em casa. Cada vez mais.

O que mais valorizam nas pessoas à vossa volta?
Que sejam por fora exatamente o que são por dentro. Ótimas ou com maldade, “minhocas” ou descomplicadas, tristes ou contentes, para a esquerda ou para a direita, assim ou assadas… elas próprias.

Se pudesse mudar uma política, qual seria?
A palavra “política” é praticamente sinónimo de “é-preciso-mudar-muita-coisa” e, quando é assim tanta coisa, ficamos perto da utopia. Por isso é difícil, temos de encontrar a ponta do novelo e começar por algum lado. Uma política que mudaríamos? A política do politicamente correto. Garantidamente que já seria um princípio.

Qual a maior liberdade a que podemos aspirar?A liberdade dos nossos filhos em relação às redes sociais e a todo este mundo. Que eles cresçam com asas e que voem por eles, em vez de estarem terrivelmente presos a conceitos redutores e formas de vida pequeninas.

Qual a vossa visão de um mundo melhor?
Sem querermos cair nos clichés habituais de sustentabilidade, justiça, tolerância, amor, que são clichés precisamente por serem verdade, temos esperança que esta pandemia que vivemos seja um abrir de olhos global e que daqui a não muito tempo o mundo seja um lugar mais calmo e saudável em todos os aspetos.

Se o Planeta nos pudesse falar, o que imaginam que nos diria?
Temos a certeza que seria educado demais para nos dizer o que merecemos ouvir e que teria mais respeito por nós do que nós temos tido por ele. Ainda ontem a nossa filha nos dizia: “As pessoas não percebem que, ao matarem o planeta, estão a matar-se a elas próprias”. Talvez o planeta começasse assim a sua conversa, porque parece que as pessoas só agem quando lhes diz respeito diretamente.

www.eattitude.pt