Informação sustentável para uma vida mais consciente

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Histórias que nos inspiram

Marcas, pessoas, projetos e objetos
Fair Bazaar
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Gabriela Lourenço

Fair News

A Fair Bazaar nasceu há três anos, certa de que é possível consumir de forma diferente: sem agredir o planeta e quem nele vive, de forma responsável e justa. Acreditando que é possível dar um passo de cada vez, a plataforma de marcas online vende peças de roupa e acessórios, produtos de beleza, objetos para a casa e até pastilhas elásticas feitas de ingredientes naturais

Tudo começou quando Joana Cunha, fundadora da Fair Bazaar, viu o documentário The True Cost, onde se revelam os bastidores do funcionamento da indústria de moda de consumo rápido, desde a plantação do algodão às passereles. Ali, descobriu a realidade dos trabalhadores da produção de vestuário, as suas condições de trabalho miseráveis e os seus salários extremamente baixos – tudo em nome de um mercado à procura dos preços mais baixos para um mundo de lojas de fast fashion. Depois de investigar o assunto, Joana percebeu que este não era apenas um problema ético mas também ambiental. Quando procurou alternativas sustentáveis e conscientes a estes produtos, fez uma nova descoberta: é necessária muita paciência e resiliência para as encontrar. Foi aí que se acendeu a lâmpada luminosa: E se existisse uma plataforma acessível que juntasse os produtos que têm preocupações ambientais e sociais? E se essa plataforma ajudasse também a abrir os olhos a outras pessoas e a espalhar a mensagem de que é preciso consumir de forma diferente? Assim nasceu a Fair Bazaar, uma plataforma online que agrega várias marcas.

De cada vez que a Fair Bazaar vende um produto está a contribuir para o crescimento de marcas que têm um impacto positivo no planeta e na forma como nele se vive, acreditando que são cada vez mais aqueles que procuram este género de produtos e que estão dispostos a pagar pela transparência e pela sustentabilidade, pensando no impacto daquilo que consomem. Tem de ser esse o caminho: menos e melhor consumo, muito menos desperdício e maior cuidado social e ambiental.

Ao todo, são 51 as marcas reunidas nesta plataforma, que funciona não só como uma montra, mas também como intermediário na venda e consultor. Tudo para que se consiga um estilo de vida sustentável e consciente, sem se forçarem mudanças radicais. Pensando que é possível dar um passo de cada vez, sugerem-se produtos que todos usamos no dia-a-dia, mas feitos com ingredientes naturais (como as pastilhas elásticas), com materiais não prejudiciais ao ambiente (tecidos como o algodão orgânico, o linho ou o cupro) ou produzidos de forma ética. Cada marca da Fair Bazaar é escolhida a dedo e cada uma delas obedece, pelo menos, a três dos oito critérios definidos por Joana Cunha: as peças podem ser artesanais, orgânicas, recicladas, vegan, amigas do ambiente, provenientes de comércio justo, produzidas em pequena escala e/ou criadas com o mínimo de desperdício. A todos estes critérios, soma-se mais um: o design. Porque sustentável não significa que não se tenham preocupações estéticas – antes pelo contrário.

Mais do que na quantidade, a Fair Bazaar aposta na qualidade. As peças que vende, sublinha Joana Cunha, são mais duradouras e têm um impacto muito mais positivo no mundo do que as que se vendem na lógica fast fashion. Quando pagamos dez euros por um vestido feito do outro lado do mundo será esse, na verdade, o preço justo? A plataforma quer espalhar uma forma mais consciente de olhar para o consumo, defendendo que podem ser os pequenos consumidores a alterar a forma como as grandes marcas multinacionais se posicionam e a forma como os governos encaram a situação. Não podemos esquecer: também podemos votar e mudar o mundo com a carteira.

 

A Fair Bazaar e a Fair News fazem parte do mesmo grupo e trabalham juntas, acreditando na necessidade de espalhar esta mensagem: é urgente um consumo mais sustentável e consciente.