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Histórias que nos inspiram

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Patrícia Correia

Fair News

La Belle Verte, de 1996, é um filme escrito e realizado pela atriz, realizadora e escritora francesa Coline Serreau e protagonizado pela própria e por Vincent Lindon, Marion Cotillard (foi um dos seus primeiros filmes!) e Yolande Moreau. Em português, recebeu a (triste) tradução de Turista Espacial.

Imaginando a história nunca contada de uma aventura extraterrestre na Terra, La Belle Verte desafia os espectadores a questionarem as convenções da sociedade humana, observando-as pelos olhos de seres de um planeta completamente diferente.

A história começa num pequeno planeta utópico, muito civilizado e próspero, habitado por seres espiritualmente elevados que se reúnem com frequência no topo de uma montanha, num campo verde aberto, para discutirem formas de melhorar a sua sociedade. Telepáticos e igualitários, estes extraterrestres produzem bens e trocam-nos de acordo com necessidades específicas em vez de usarem sistemas monetários. Devido à sua natureza benevolente e aventureira, existem vários voluntários que viajam até outros planetas para ensinar e aprender com os seres que aí habitam. No entanto, ninguém quer visitar a Terra.

Após uma longa discussão com os seus concidadãos, Mila, interpretada por Coline Serreau, é a única voluntária para uma missão ao nosso planeta. Quando chega, tem dificuldade em adaptar-se ao lugar que encontra. Com uma perspetiva inocente e bem humorada, mostra-nos como alguém não-terrestre reage a uma série de situações. Não percebe a falta de biodiversidade, o facto dos humanos serem demasiado infelizes ou o termos talhos – que, nas suas palavras, são “exposições de corpos mortos”.

Sublinhando os contrastes entre os pensamentos preocupados de Mila e o comportamento das pessoas que encontra na sua viagem ao nosso planeta, o filme La Belle Verte olha para o potencial de vida na Terra através da necessidade de compaixão e de consciência ecológica. Como os seres “elevados” de outros planetas, os humanos também podem criar uma atmosfera de paz e hospitalidade se realmente desejarem.

Uma comédia, de tom ligeiro, sem complexidades, mas apontando para as mais óbvias e ridículas diferenças entre uma forma de estar de beleza e respeito pela vida e uma forma de estar de doenças, stress e batalhas egocêntricas. Inspirador.