Informação sustentável para uma vida mais consciente

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diz-me o que fazes, dir-te-ei quem és

Inquérito para quatro estações
Fair News
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Formada em Nutrição, Mariana Saavedra percebeu cedo que o seu caminho seria outro. Quando fez voluntariado no Texas, ajudando na reconstrução de casas depois do furacão Harvey, soube definitivamente que teria de alinhar o trabalho com os seus ideais e propósitos. Aos 27 anos, veste a camisola de lã tricotada pela mãe com a sua idade e orgulha-se dos tops em crochê que ela própria fez: “Aprendi o básico com a minha avó e o resto sozinha”

Qual o hábito sustentável de que mais se orgulha?
Não compro nada de que não precise realmente. Já faço este exercício há anos e quando fui dois meses para o Texas em voluntariado, só com uma mochila às costas, confirmei que, na verdade, não precisamos de muitos bens materiais para vivermos felizes. Apenas o essencial.

Qual a mudança ecológica que quer fazer mas ainda não conseguiu?
Ainda não consegui trocar o champô e condicionador para uma versão mais sustentável. Mas hei de lá chegar.

Qual o seu objeto “verde” preferido?
A minha mochila da Lefrik e garrafa de água em aço inoxidável. Outros que adoro são as roupas que herdei da minha mãe e da minha avó, conta? Sempre que as visto sinto-me feliz por todo o valor sentimental que estas peças carregam. Algumas feitas por elas.

Quem a inspira?
Quem me inspira todos os dias são as pessoas que estão mais próximas de mim, os meus amigos e a minha família. De pessoas com mais amplitude, Madre Teresa de Calcutá, Gandhi, Nelson Mandela, Jane Goodall.

Que livro e que filme lhe foi inspirador?
Livros vou dizer o que estou a acabar de ler agora, Think Like a Monk, de Jay Shetty. Sendo uma millenial, o que faço mais é ver filmes e séries, mas os que mais me inspiram são: Eat, Pray, Love; Wild; Collateral Beauty e Forest Gump.

Em que lugar se sente feliz?
Na praia, especialmente dentro de água. Não conseguia viver num sítio que não estivesse relativamente perto do mar.

O que mais valoriza nas pessoas à sua volta?
Valorizo a transparência e o amor que partilham comigo. Gosto de pessoas genuínas, que têm intenções puras e verdadeiras. Em quem vejo a alegria de viver mesmo quando estão tristes, e que partilham comigo o bom e o menos bom sem medo nem vergonha, despidas do ego.

Se pudesse mudar uma política, qual seria?
Libertação dos animais. Sou contra a crueldade animal e acho que cada vez mais devemos ter compaixão e não ignorar o que se passa nas indústrias: alimentar, moda, cosmética e entretenimento. Não estou a dizer para sermos todos vegan e extremistas, mas reduzir e recusar produtos/experiências que envolvam de alguma forma animais permite que estes sejam tratados com o devido respeito e de uma forma humana. Além de que também ajuda a reverter muitos dos problemas ambientais que se passam no mundo atualmente.

Qual a maior liberdade a que podemos aspirar?
Perceber que a felicidade não é um destino final, mas sim um caminho. Acho que hoje em dia há uma pressão enorme para se atingir a tão esperada felicidade e, a meu ver, esta ideia está errada. A felicidade não aparece por magia, a felicidade constrói-se e vive-se todos os dias. Basta nós acreditarmos e termos vontade de a procurar dentro de nós.

Qual a sua visão de um mundo melhor?
Acho que temos a honra de viver num planeta tão completo, onde tudo está perfeitamente orquestrado. Gostava que todos dessemos mais valor a isto, admirando e respeitando esta harmonia.

Se o Planeta nos pudesse falar, o que imagina que nos diria?
Acredito que neste momento que estamos a atravessar é isso mesmo que ele está a fazer: a falar connosco bem alto, porque o ignorámos tanto tempo. Quem quiser ouvir, vai ouvir. E quem quiser continuar a ignorar… bem, vai ser difícil, porque ele não se vai calar enquanto não o ouvirmos.

 

Leia aqui a entrevista de Mariana Saavedra a Francisca Choe, ativista do Girl Move Academy Project