Informação sustentável para uma vida mais consciente

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VAMOS MUDAR

Dicas e guias para fazer diferente
Foto de Liza Summer no Pexels

Sofia Dezoito Fonseca

Fair News

Estima-se que a maioria de nós utiliza apenas 20% do que tem no seu armário para compor 80% dos seus looks diários. O ideal seria, claro, conseguir pelo menos o contrário (na impossibilidade de se conseguir usar 100% do que se tem), de forma a obter um armário mais funcional.

Ou seja, se usarmos 80% do que temos e deixarmos 20% para peças de ocasião especial, roupa desportiva, homewear, etc, já será um excelente compromisso.

A regra dos 80/20

A regra dos 80/20 (ou princípio do pareto) também pode ser aplicada à roupa e consultoria de imagem, ajudando a fazer algumas contas e a mostrar-vos o quanto barato ou caro pode ser o nosso armário. Se usamos apenas 20% do que temos, imaginem o dinheiro que está pendurado nos nossos cabides! E antes de fazermos contas (sim, porque vamos fazer), vou tentar contextualizar um pouco melhor, porque de facto estudos nacionais nesta área são bem difíceis de encontrar ou muito antigos.

No entanto, um estudo publicado na revista Sábado, no final de 2019, revelou que os Portugueses são os que gastam mais em roupa e calçado na União Europeia. Segundo o mesmo estudo, em média, cada português gasta 788 euros em roupa.

Paralelamente, outros estudos sugerem ainda que o aconselhado seria gastar 5% do ordenado líquido mensal. Ou seja, num ordenado líquido de 1000€ gastar 50€/mês

Partindo então deste exemplo, e supondo que uma “amiga” que recebe 1000€ gasta os 5% “ideais”, isso perfaz o total de 600€ em roupa/acessórios ao final de um ano (um pouco menos do que gastam em média os portugueses, segundo o primeiro estudo).

O custo real do que fica parado

“Até está bem poupadinha esta nossa amiga”, pensamos nós à partida. Mas se depois constatarmos que a nossa amiga apenas dá uso a 20% do seu armário, podemos concluir que 80% do dinheiro fica estagnado, mais precisamente 480€ por ano. Portanto, são 480€ de roupa parada, sem utilidade, a ocupar espaço e a dar a sensação óbvia de que não se tem nada para vestir.

É por este motivo que em consultoria de imagem, na altura de falarmos em armário funcional, invertemos o princípio do pareto: 80% em utilização VS 20% para ocasiões específicas. Agora o meu desafio: com base nisto faça as suas contas e tire as suas conclusões.

Não é para o (a) fazer sentir pressionado (a), mas sim para teres consciência do que se passa no teu armário. Armários perfeitos não existem, e todos (as) fazemos uma ou outra compra mais emotiva, mas de qualquer forma é preciso perceber se isso é uma exceção ou se vivemos com essa regra.

Qual é a percentagem que utiliza efetivamente do seu guarda-roupa?